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Manutenção Preditiva

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Não é raro encontrar profissionais que gostam de substituir itens como pastilhas de freio ou embreagem numa quilometragem fixa, algo muitas vezes recomendado pelo fabricante da peça. Não caia nessa. Esses componentes fazem parte da manutenção preditiva do veículo, meio-termo entre a preventiva e a corretiva. Na preventiva, troca-se a peça num certo prazo, para garantir que não haja problemas no futuro, como é o caso do óleo. Na corretiva, ela é substituída quando quebra ou dá defeito, como uma lâmpada queimada. Na preditiva, a troca é feita só quando a peça já apresentou um desgaste que reduziu sua eficiência num nível acima do aceitável. Para isso, ela precisa seguir um procedimento adequado.

“A manutenção preditiva é sempre feita a partir de uma análise prévia. Ou seja, é possível que o técnico, a partir de medições e visualizações dos componentes, possa definir pela substituição ou não”, explica o professor Ailton Fernandes, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) Ipiranga.

O grande erro de o fornecedor indicar o prazo para a troca do componente é que seu desgaste varia muito conforme a condição de rodagem do automóvel. Influencia nisso o estilo de direção do motorista (passar rápido em lombadas deteriora mais a suspensão e o pneu, por exemplo), a condição do piso (quanto mais buracos, menor a vida útil), a geografia do terreno (cidade com ladeiras consome mais embreagem e pneu) e o tipo de uso (no ciclo urbano, o freio dura menos). Portanto, a mesma peça num automóvel semelhante pode durar até 50% menos se o motorista e o local de uso forem diferentes.

O principal cuidado para evitar a troca indesejada é conferir o manual do proprietário, que em geral indica a peça que deve ser substituída no prazo especificado e aquela que deve ser vistoriada para depois o técnico decidir se vai trocá-la ou não. Como nas concessionárias os mecânicos têm de seguir o manual, elas costumam respeitar mais o que é um item preventivo e um preditivo. Porém, nas oficinas independentes ou autocenters, é preciso abrir mais o olho, pois a confusão é maior. A questão é saber sempre diferenciar uma da outra, para não ser enganado ao pagar a conta.

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